quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Sociedade de incertezas

 Afinal o que é certo?

Certeza tão certa que certamente não se acerta?

Seria o outro lado, pois do meu lado existem somente as velhas incertezas.

Certamente não irei acertar.

Já as velhas e tão pouco as novas acertadas ideias.

Tão certo como é incerto acreditar.

Creer é certeza da verdade?

Mas que verdade iremos declarar?

Sinto uma dicotomia de ideias.

Tão ilógica quanta a certeza de meus versos.

Com certeza vou perder a razão.

Até a vitória certamente não há de chegar.

Choro com toda a certeza.

Certamente meus pecados ei de pagar.

Certas certezas deviam vir acompanhadas de esperança.

Certas incertezas deveriam antes bater na porta.

Não quero ser mais um convidado desse mar de pessoas "certas".

Até porque tão incerto serei eu nesse vasto oceano de ideias.



sexta-feira, 17 de outubro de 2025

Me “mate” de saudade

 Para matear nos idos de fevereiro 

Já não tenho nenhum mate companheiro, faceiro.

Mas a saudade da cuia que não compartilho mais…

Lembrança dos cabelos loiros 

E das palavras de esperança

E do sorriso que tirava-me de criança 

Nas tardes quentes de verão.

Sirvo então o meu chimarrão 

Olhando solito meio de contra mão 

E vejo ao longe a infância de meu passado 

Cadeira na calçada e as sombras do “cinamão”

Que saudade tenho de ti minha vó querida

Daquelas  mateadas que sempre recebia

Mas rogo a Deus e todos os Santos 

Que um dia no fim da invernada da vida 

Reveja teus olhos azuis e reviva aquelas tardes nunca esquecidas…

quinta-feira, 2 de outubro de 2025

Anseios

 Quem és tu? 

Olhar de entrega como quem anseia meus braços…um lar.

És beleza carregada de cor, de cheiro e sabor.

Avistei da minha janela teu céu…e sol

…de tua beleza e amor.


Deixei contigo um verso meu.

Andei contigo de pé ao mar.

Da lua um véu 


Um pranto oração, adoração e adoção uma prece qualquer.

Vou esperar se revelar 

Um nome e codinome 

Um rosto uma lembrança da flor.

sexta-feira, 23 de agosto de 2024

Destino

Ouço o som das águas.
Como sons de tambores.
Sinto o vento que sopra sem destino.
Com ele chega a chuva que beija minha pele.
Contemplo as nuvens dançando.
Dançamos uma valsa.
Um dueto de nostalgia.
No horizonte bem distante dizem que está o futuro.
Vejo pássaros que voam até ele.
Quem me dera tivesse asas.
Então, escolho caminhar até lá.
Quantas amizades farei?
Que desafios haverão?
Ouço o som dos aves.
O som do mundo ao derredor.
Já sei que não estou mais só.
O horizonte é meu destino.

Adeus ilusão

Não, não de mais voltas não...
Não se importe tanto assim...
Volte ou vá embora.
O caminho mais fácil nem sempre
é melhor que a dor... então pegue o mais difícil!
Ainda que seja assim tão duro com as palavras.
Não minta.
Não omita.
Despistar meu coração carente não está nos planos mais.
Quero que diga: "Eu sou agora partida".
Não se deixe mais ludibriar.
Já não quero mais ter que sonhar...
Tão pouco te esperar.
Fuja de mim.
Não me diga até logo.
Diga adeus moça...
Sim, moça! Pois não ouse mais dizer meu nome.
Senão...
Ainda terei de dizer: "ainda amo e quero você!"