sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Versos simples




Quando se fala o que se sente,
não importa em que língua tudo é dito.
O olhar, o toque, o sentimento,
todos ultrapassam “infinitos”.

Palavras mal ditas são apenas letras soltas.
Ate machucam, mas o vento trata de dispersar.
Os olhares são como retratos.
Mesmo com os anos, pra sempre
permanecem guardados.

__

Como pode uma caneta,
tantas ideias guardar?
De sua ponta tão pequena,
tantos lindos sentimentos expressar?

Não sente o peso das palavras
é frágil, e pequena.
Mas em sua docilidade
faz o amor valer a pena.

Versos para ler ao pôr do sol II




Um simples raio de sol,
não aquece apenas.
Tão pouco simplesmente ilumina.
Um simples raio de sol,
não só irradia.
Também traz vida
alegria...
satisfação, e também contagia.
O que poderia ser melhor?
Que um lindo dia de sol!?

–

Sentado na varanda, vi o dia passar.
Uma brisa suave vinha me visitar.
Dialogava com os pássaros
e um belo soneto podíamos cantar.

A tarde mesmo longa, depressa se vai
quando os pensamentos, deixamos bater asas e voar
E mesmo quando ao longe se perdem,
logo voltam acompanhados de canções alegres.

E assim com belos versos
momento sereno, tão belo
me levanto, desse simples banco
e ando; mas até quando?!

Por hora me despeço
e com esses tão simples versos,
desejo de coração
votos sinceros de alegria
e que fiques então, com eles
em sua companhia.

–

Tão logo quero escrever,
versos serenos e com carinho dizer.
Palavras doces, rimas suaves
Frases que soem...
como um gostoso afago...
como um abraço, um osculo no rosto
um gesto de amor
que sejam ao seu agrado.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Pequeno sarcasmo.




A inutilidade de alguns momentos me consomem...
mesmo sendo o ócio o êxtase do tédio diário.
Nesse momentos encontro rara inspiração
de chutar a bunda do mundo com delicadeza.

É tolice agradar os nobres
e sua falsa ideologia do que é puro.
No final todos nascem
e morrem...
pois só há um futuro.

Amo ser sarcástico
me livra de ser inerte
nem de pajear qualquer tolo
e sua inocente e falsa cultura
com ou sem dolo.

Prefiro dizer qualquer coisa
mas me nego a total ignorância
de quem tenta criticar
sem qualquer redundância.

Por fim te deixo meu desprezo
o melhor que posso te dar com apreço
receba com carinho
pois não é sempre que sou
assim tao bonzinho.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Surdo e calado.




Uma vez escutei a voz que vinha do coração,
lembranças de tardes tristes, cinzas e chuvosas.
Incrível, combinam com o outono seco,
e suas árvores nuas nas calçadas.
Me restou ignora-la,
sentimento teimoso e perspicaz.

Algumas canções nos influenciam,
outras nos fazem apenas chorar.
Há sempre um desejo impertinente,
martelando a alma e o coração da gente.

Em um desses tombos me apaixonei
acreditei nisso piamente.
Ah! Sei que não devia...
Mas o amor insisti em acompanhar
pequenos tolos e frágeis
que não sabem amar.

Delirantes estes pensamentos?
Nem tanto...
Realistas e depressivos.
Mas o amor também sabe andar sozinho,
e pregar peça algumas vezes...
Por isso agora ando calado
e não ouço mais essa voz
que vem aqui do lado.

domingo, 8 de agosto de 2010

Alguns versos tristes


Por que escrever se já não há quem leia?
Por que montar versos e estrofes, que como coisas velhas
em um sotão, mofam jogados e esquecidos dos anos?

Cade o prazer pela leitura?
Para que?! Ficou tão fácil somente ouvir,
ou pegar coisas prontas...
Por que rimar poemas estúpidos?
Se posso ouvir versos tolos e
piadas fracas sem esforço?

Foi o "tempo" do poeta e
aqueles que ainda assim se dizem.
Nasceram no ano errado...
Ou teria sido o dom equivocado?

Hoje me entristeço,
porque escrevo coisas que estão jogados
sem apreço.
Não há admiração, nem quem os prestigie...
Mas o vacuo do tempo e espaço;
só é até um crime...

Não sei se continuarei a escrever...
Talvez haja esperança, de que logo se esqueçam
do modernismo excessivo e controverso,
e como quando eram crianças
 voltem a ler, recitar poemas e lindos versos.