segunda-feira, 30 de setembro de 2013

"...It's friday, I'm In Love"





Odeio suas mentiras...
Nas segundas que não te vejo sorrir.

Quando levou meu coração...
Naquela terça sem ao menos dizer adeus.

Desejei morrer ao findar do dia...
Mas chegou a quarta e eu ainda te queria.

Faço planos, e novos juramentos...
Irei fugir na quinta para mais perto de você!

Dependente de tudo que lembra você...
Sou escravo do teu olhar.
Completamente viciado, sem vergonha ou escrúpulos.

É sexta-feira e acho que estou apaixonado....

Não importa se o mundo é escuro.
Nem importa se roubou de mim quem eu sou.
Não importa se já não tenho teu sorriso.
Porque é sexta, e estou desesperadamente apaixonado.


Obs: Baseado na música Friday I'm Love, The Cure.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

O mal que te dei.









Teu amor é um mal necessário.
Tão dolorido, incerto e confuso.

Ficou gravada a memória nesses versos...
A figura de linguagem...
de um amor inventado, que há muito já se foi.
E por aí anda disperso.

Perdido nas entrelinhas, lá fora.
Há a incerteza dos dias.
Aqueles que parecem ainda mais machucar.
Mas foram varridos da memória.

Sentimentos como esses que se vão...
O medo, a saudade, até mesmo a paixão.
Nem sei se há!

São como o vento passageiro dos dias de verão.
Tocam de leve mas machucam.
E quando essa brisa tornar a soprar...

Faz com que a mim mesma eu volte a perguntar:
E se o sol amanhã já não brilhar?

E se dessas lágrimas aqui escritas...
O (nosso) mal necessário acabar?

sábado, 31 de agosto de 2013

Infinito


Lá do pé daquela árvore...
Sentado, contemplando outro findar de dia.
Escondi cada um dos meus medos.
Deixei, cada um dos meus anseios.

Lá do pé daquela árvore...
Gritei para o infinito.
Encarei cada segundo...
Desafiei o novo mundo.

Lá do pé daquela árvore...
Desejei um começo de dia.
Onde a lágrima não mais faça parte.
Onde a solidão com o vento se reparte.

Naquela árvore marquei meu nome.
Nela marquei também o teu.
Ali fiz uma jura.
Que o teu amor para sempre será meu.

adeus...




O som, o grito...
O espelho, as lembranças...
Um sorriso, dele a lágrima.

No vazio, o silêncio...
No coração, as marcas...
Um olhar, dele a tristeza.

O abraço, o medo...
As costas, a certeza...
Um adeus, o fim.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

No dia em que a Terra parou.




Quando escutei o seu adeus, meu coração paralisou...
E por segundos eu parecia morto, sozinho aqui em meu mundo torto.
Tive medo...
Como um menino chorei sentado no canto da sala...
Igual ao dia em que a Terra parou.
O dia em que nasceu o nosso amor.
Lembra?
Quando teu olhar cruzou com o meu.
E sabíamos que nada mais, e simplesmente ninguém nos venceria.
No dia em que a Terra parou...
Eu encontrei o meu amor.
Ela sorria como a luz da lua cheia de mais uma outono cinzento.
Ela me queria...
Do mesmo jeito em que desejava a sua pele macia.
No dia em que a Terra parou...
Você foi toda minha...
Eu fui apenas teu.
E o furor de um amor tão fugaz.
Preencheu a atmosfera do teu quarto.
Ah! Se pra sempre você fosse minha...Suspirei.
"Pra sempre serei tua..." Ouvi dos lábios teus.
O tempo.
O coração sangrou.
No dia em que a Terra parou.
Mas hoje começa um novo dia.
A noite, uma nova lua.
Porque a Terra gira como dantes.
E desse amor eu fui deixado, excluído.
Porque amores como o nosso, tu disseste.
Se repetem como ciclos sem fim.
Mas somente e tão somente quando a Terra enfim gritar de novo.
Como no dia em que ela parou.