quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Brisa



Manhã de sol.
Brisa do mar subindo...
Os pés que tocam na areia.
Me perco...
Deixo que o vento dite meus passos.
Recordações que vem.
Saudade...
Mas prossigo.
Sigo adiante de tudo.
As ondas quebram na pedra.
O barulho do mar me distrai.
A espuma na água que some.
O sol que queima minha pele.
Mas prossigo.
Deixo os devaneios me levarem.
Até onde?
Não sei.
Até ela, talvez.

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Soneto da despedida



Dos beijos sempre quero lembrar.
Teu cheiro eternamente recordar.
Daquele abraço macio vou guardar...
Meu coração batendo acelerado, quase estourar.

Difícil dizer adeus, dói tanto a despedida.
Mas os momentos vividos...
Do colo amigo, a xícara de café.
Do suco de abacaxi, ao calo em meu pé!

Fazer bem é assim.
As vezes melhor partir, que ferir.
Nem sempre podemos persistir...
em algo que já deixou de existir.

O que nos resta?
Talvez o adeus, até logo, já volto, te vejo por aí.
Mas o certo, é que aquilo que vivemos.
Para sempre será só nosso.
Guarde no seu coração, e não esqueça do poema.

Agora, deixo um último recado:
Menina, te encontro nos sonhos...
Sentado na rede, lá naquela nossa lua...
Quando puder, por ali retorne.
Sempre que quiser, depois que dorme.

sábado, 2 de janeiro de 2016

Naquela manhã



A gota do orvalho, pela planta escorre.
O cheiro da mata molhada...
O barulho dos passarinhos.
O sentimento de acordar, em um dia sorrindo.
Falsos sentimentos, essa mentira que sinto.
Vou colorir minhas rimas...
Vou mascarar essa poesia ao mundo escrita.
Estou morrendo de felicidade...
Grande hipocrisia mundana.
Amor, que baita amor.
Do nada faz estrago...
Mas continuo a ouvir os pássaros...
O ver o orvalho que cai.
O cheiro da mata, com o café se mistura.
Doce amarga amargura!
Sorriso pintado na cara..,
Maquiagem falsificada...
Tão logo a lágrima borre.
Pois dos meus olhos agora escorre...
A costumeira lagrima corriqueira.
Esta, que já tem sido passageira.
Dois dias de minha agonia.
Mas, que fique um alerta.
Não ame!
Não se deixe levar.
Pois senão assim acabará... Atrelado a esse mal sentimento.
Preso a alguém que sem qualquer lamento.
Faz de ti um simples fantoche,
Machuca, agride e destrói.
Mas nem um motivo dá se quer...
Assim me arranca a alma, tira o folego do viver...
Mas amanhã...
E depois...
E depois do depois...
O orvalho vai descer pela janela...
Os pássaros vão cantar lá fora.
E vou tornar a chorar...
Se saudade, que vem e vai sem demora.

Aquele verbo, substantivo...



O que é amar? Pensou eu...
Seria amar, ter vontade de estar ao lado?
Ou seria a saudade de alguém tão longe?
Será que amar, é dizer "eu te amo" sem pensar?
Poderia ser, pegar nas mãos daquela menina a primeira vez?
Amar, é um verbo, amor, um substantivo, como pode isso?
Amor, de todos os tipos...
Amar algo tão difícil...
Então afinal de contas, como deve ser escrito?
Acho que desisto.
Só sei que dói.
Uma dor que não faz muito sentido.
Pois como pode algo que não é físico, causar tanto prejuízo?
Amar tá mais para uma maldição.
Algo que não é bom não.
Pois pensando aqui por um momento, cheguei a conclusão...
Se amo tenho saudade, e isso não é nada bom...
Se amo, as vezes da muita raiva, pois ela não me entende não!
Se amo, fico com ódio, daquele silêncio sepulcral.
Se amo, também choro, pois suas palavras como faca me cortam.
Se amo, me sinto inseguro, pois não quero ser deixado.
Se amo, tenho ciúmes, e que sentimento mais danado.
Se amo, fico triste porque não entendo você.
Então o que de bom há em tudo isso?
Que mal é esse que aflige essa gente toda, e também eu?
O que é amar? Deixo vos a pergunta...
Pra mim, um mal necessário...
Pai de todos maus sentimentos...
E que me fazem
escrever esse poema... cheio de dor e sofrimento.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Naquele nosso mundo



Olá meu mundo! Posso entrar?
Me perdi, você sabe onde me achar?
Há tempos que não passo por aqui.
Sorte que ninguém ainda pode te encontrar.
Mas do lado de lá, meu amigo...
Está uma confusão que não posso resolver.
Queria sozinho contigo aqui ficar...
E para a realidade de lá jamais voltar.
Me diz o que fazer!
Me esconda nesse mundo das ideias.
Me leve desse vendaval.
Amigo, plantei lágrimas e dores.
Tenho colido mágoas e sofrimentos.
Já nem posso mais...
Estou tão cansado e aflito.
Será que alguém ouvirá daqui o meu grito?!
É amigo...
Acho que não tem conserto...
Essa minha vida sem alento.
Esse meu coração nojento.
Que nunca amar aprendeu...
Mas egoísta que sou.
Criei uma forma de amor.
Ao meu próprio contento.
Sem se importa com o sofrimento...
Daqueles que lá fora...
Me esperam voltar...
Para minha alma sugar...
Minha memória consumir.
Meu corpo matar.
Adeus amigo, se um dia volto, já nem sei.
Mas tranque o nosso cantinho.
Esse mundo que contigo, desde a infância criei.