domingo, 24 de janeiro de 2016

Desconhecido


Tem coisas que a gente não entende.
Sabe, ouviu, leu, mas ainda desconhece.
As razões que o coração não aceita.
As paixões que a razão reprimi.
Há momentos que me perco.
E ambos não podem me ajudar.
Nessas destoadas da vida.
Fico vagando sozinho pelo escuro.
Vazio do não saber.
Ignorância de não ter desapego.
Mas...
Teimoso que era, que sou, serei...
Vou me apegar aos desenganos.
Deixo que sejam incertezas.
Momentos...
Tristezas, alegrias, sinfonias, o grito.
O que é certo ainda não sei.
Tampouco o errado.
Mas na vida, prosseguimos.
Escolhemos, erros e acertos.
Tem coisas que a gente não entende.
Mas...
Assim será, foi e é.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Adeus






O que é dizer adeus?
Qual a certeza do nunca mais?
Amanhã, ou talvez depois...
Mais tarde quem sabe.
As vidas se cruzam...
Os amores renascem.
Os sentimentos acordam, outrora adormecidos.
Incertezas, desta vida que quer parecer tão certa.
O medo que bate em cada peito apaixonado.
Amar ou não amar...
Odiar, ser consumido por algo tão mesquinho.
Nunca é tão longe.
Pra sempre tão piegas.
Dentro de toda esse amaranhado de ideias.
Apenas resta esperar.
Esperança.
Fé...
Que é dizer adeus?
Não ver-te nunca mais.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Palavras ao vento



Palavras que lancei ao vento.
Amores, dores, alegrias e desamores.
Estar vivo, sonhar...
A esperança de encontrar...
Aquele alguém, aquele abraço...
As palavras que lancei ao vento.
Saudades, aperto no peito.
O quarto, espaço vazio.
O cheiro forte do perfume.
A lembrança daqueles dias.
Mas o desejo de reencontrar...
As palavras que lancei ao vento.
Abraços, agora o vazio nos braços.
Lá naquela varanda, pintado como se fosse retrato.
A memória daquelas tardes.
As flores do jardim.
A árvore e seu balanço.
Tu...
Tudo que me falta.
Tudo que queria.
Como aquelas palavras ditas a ti.
Lançadas e perdidas ao vento.

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Daquela noite


Ainda há quem nos faça bem...
Uma simples conversa que te encanta.
Agradável presença.
Apaixona, e arrebata.
Essa moça que se apresenta.
Ainda há almas gêmeas.
Perdidas que vagam por aí.
Ainda há quem as encontre.
Que as busque e sustente.
Alma doce...
Que respira paixões.
Respira amores...
Momentos de eterna efervescência.
Há...
Mas o que fazer quando as encontra?
As vezes chegam tarde demais.
As vezes apenas nascem tarde.
Por mais que isso doa.
Quero de longe cultivar.
Essa encantadora presença;
Que a vida trouxe sem querer.
Alma gêmea que por aí está.
Fique.
Quem um dia na outra vida.
Tenhamos momentos tão sublimes.
Momentos como estes que me traz.
De gratas surpresas ao passar dos dias.
Isso é confuso meu bem.
Mas...
Da tua presença quero mais.
Do teu carinho vou atrás.
O que faz?
O que quer?
Só o tempo que sabe.
Mas minha alma gêmea que encontrei...
Vou sempre continuar querendo mais.


quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Amores



Há amores fracassados.
Nascem sem esperança.
Iludem por um tempo...
Até fazem bem, mas aos poucos
se desfazem.
Esses amores nos consomem.
Machucam demais.
Demoram a sair.
Deixam marcas, como folhas de papel grudadas
ao se separarem.
Amores, que vem, amores que se vão.
Esse vai vem, acaba com qualquer coração.
Pois é...
Mas dessa tolice de amar sem medida.
Foram feitos os romances.
Os encontros e as despedidas.
Amores fracassados, amores mau fadados,
Amores da minha vida.
Dor, adeus e a partida.