quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

O mundo nosso


Para uma "bestinha" são esses versos.
Que daquela noite não desconheço.
Os dias tendem a mostrar.
Coisas tão suas.
Coisas  minhas...
Coisas tão nossas.
Muito você, não entender.
Amar-te, muito eu.
Gostar forte, muito você.
Nunca brigar, muito a gente.
Quem será que ama mais?
Juro que não sei.
Amado, querido, meu bem...
Anjo, vida, você moça.
Tudo muito a gente.
Um mundo apenas nosso.
Um universo.
Novos planetas.
Histórias, fogueiras, o céu.
A Lua, as estrelas...
Do dono, da dona...
Viagens, os sonhos.
Longos diálogos, tão loucos.
Um lugar dele e dela.
Sempre e sempre, forte e forte.
Um lugar só nosso.




Bela flor


Olhar de um sonho.
Coração estremeceu.
Era a mais bela flor que voltou.
Chegando como a primavera florida.
Tão colorida.
Seu cheiro perfumou as madrugadas.
Trouxe um gosto de mel...
Veio iluminando esta nova quimera.
Fazendo moradas.
Era como naquele sonho.
Que esteve sempre perdido em meu olhar.

Por lá ficou


Lá bem longe, distante daquele amor...
Ficou deixado para trás.
Esquecido, um vaso de flor.
Lá naquele passado...
De alegrias perdidas na memória.
Abandonado, um retrato.
Lá, onde ninguém volta mais...
Casa velha, deixada por ti.
Está guardada a última carta.
Que me escreveu.
Tão lida por mim.
Foi embora...
A saudade se achegou...
De ti deixou apenas restos.

domingo, 24 de janeiro de 2016

Querência.


Quero uma casinha...
Lá no pé da serra.
Cercada de natureza.
Cheiro de mato...
Riacho e cachoeira.
Quero paz em meu sossego.
Quero harmonia e afagos.
Ouvir toda manhã os pássaros.
Acordar cedito, e tomar um mate.
Quero cheiro de churrasco aos domingos.
Canções que embalem a manhã.
A doce companhia, aquela...
Quero esta nova querência...
E ver as flores no desabrochar da primavera.

Deu saudade


A inspiração que veio agora.
Foi a dor quem me deu.
Trouxe junto com a saudade.
Esta que é velha companheira.
Quem a inventou nunca amou.
Quem a carrega chora escondido.
Deu saudade, sempre deu saudade.
Lembranças, um filme, uma canção...
Poetizar esse sentimento.
Remédio que a alma me pediu.
Tirar aquilo lá dentro.
Eternizar na poesia costumeira.
Tantas quimeras esquecidas...
Em um afago se perdeu...
Nos versos se foi...