quarta-feira, 10 de maio de 2017

Lágrimas...


O ar está tão pesado...
Mas no pulmão entra tão frio.
Como pode essa dicotomia acontecer?
O coração bate fraco...
Mas o corpo está tão quente...
Do sentimento efervescente...
Que a vida presenteou.
Quero me aventurar lá fora.
Quero me livrar da memória.
Talvez viver um pouco mais...
...da paisagem na janela...
...da fotografia em preto e branco...
...da lembrança que permanece...
...do sonho que ficou perdido.
Sóis e luas.
Invernos e verões.
Minha alma a tua.
O meu...
Do nosso...
Que se
fez teu...da lágrima tua!

domingo, 2 de abril de 2017

Da insônia



Saudade da insônia...
Daquelas horas noturnas.
Terreno fértil o era...
Momentos de apostasia!
Era fácil descrer de tudo.
Pois rimar era o mundo
Era "inticar" os outros
Que acreditam em tudo!
Saudade daqueles dias...
Horas contadinhas pelo meu relógio...
Tinham um pacto os dois.
Me torturar em lentos segundos...
Assim mais sozinho eu estava.
E mais e mais eu rimava:
"noite com enluarada"
Poeta preguiçoso...
de verso moroso.
De frases repetitivas.
As vezes da pintura...
Outras da literatura...
Canções em versos.
Poeta esperto.
Que da música tirava inspiração.
Mas agora escreve poemas...
Por assim dizer de forma serena.
Já entende o dom...
Está de novo em forma plena!

"[..] Para que essas pessoas mortais possam ler..."



Sobre a cabeça do poeta...
Bom...
Ela é muito simples.
Ele ás vezes diz demais.
Se revela...
Rasga máscaras.
E veste outras.
Ele apenas rima.
Ou ás vezes são lágrimas...
São suas vergonhas.
Sonhos.
Desejos.
Suas verdades.
Ás vezes é a forma de ele dizer se ama ou odeia.
Ou de se punir.
Outras vezes é só saudade...
E dói.
A poesia é um furacão de sentimentos.
Nasce ás vezes e em outras morre.
E as pessoas mortais lêem...
E tentam entender o que não tem como entender.
Porque elas não podem entender o ponto, a vírgula, a crase ou exclamação.
Nem a forma de declamar.

sexta-feira, 31 de março de 2017

Culpa...


É engraçado como as  coisas são...
Irreverente teimosia.
Trocar palavras ditas por não ditas.
Arriscar aquilo que não pode ser perdido.
Parece que somos assim...
E mesmo em tudo isso.
Prosseguimos, falamos e teimamos.
Isso ás vezes da medo...
Até onde irá chegar?
Faço da poesia a desculpa?
Ou faço da companhia agradável...
Uma doce culpa!

sábado, 25 de março de 2017

Segredo



Eu prometi guardar segredo.
Jurei por todos os santos.
Fiz promessa de mindinho…
Até palavra de escoteiro.
Em minhas juras esqueci.
Que segredo assim difícil é.
E olhar-te todo dia…
Tua doce voz poder ouvir.
Caminhar de tão pertinho.
Dividir olhares com carinho.
Guardar esse segredo…
...agora sei que não posso.
Dói muito nenhuma palavra te dizer.
Pois desde o dia que te vi.
Me apaixonei pela primeira vez.
E mesmo que este seja meu segredo…
Luto para mantê-lo imaculado.
Pois ao menos ser amigo...
E contigo cada dia compartilhar.
É melhor que do segredo ir tudo a perder.
E assim ou teu lado apenas continuo.
E guardo a sete chaves no coração.
O amor, o carinho a admiração.
Daquela que és o amanhecer.

E a lua de cada anoitecer.