terça-feira, 5 de setembro de 2017

As lágrimas de um desamor.



"De tempos em tempos que me faço diferente...
Pra tentar ser um pouco menos ausente.  
De tempos em tempos que tento disfarçar as marcas de uma ingenuidade...
que enfim nem mais existe...
De tempos em tempos tento soletrar a vida e me dedicar a mudança que o mundo existe...
...fecho os olhos e apenas tento ser menos exigente. 
Apenas tento te fazer presente.. 
Enquanto a vida corre, as lágrimas de um desamor escorre...
Ah se de vez enquando, a felicidade voltasse, dela eu ia fazer mais um disfarce.
A maquiagem que todo dia faço, não esconde nem a metade de tudo que eu passo.. 
Ah de quem um dia me perceber, vai enfim perceber também, que isso só é a falta de alguém..."

Quer dançar?




Hoje eu te chamo garota.
Não posso deixar passar...
Pegue na minha mão...
Você quer dançar?
Aquele rock and roll dos anos 50...
Vamos olhar a luz da lua.
Vou te levar comigo...
As horas não irão passar para nós.
E como quem ama pela única vez.
Se perder na nossa noite sem fim.
Contigo vou dançar todas as canções.
E iluminado pelas estrelas...
Declarar a paixão que tenho por você.
E na última e derradeira dança...
Te beijar...
Querida, vamos dançar essa noite?

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Aquilo que o poeta sentiu





Em cada palavra há um sentimento...
Que fica incrustado em uma rima.
Rima essa que expressou
O que um coração autor não quis sentir.
Porém sentiu.
Porque rimas surgem de imaginação...
Juntamente de uma sensação...
De um sentimento que em algum segundo...foi sentido.

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Coração...



Era uma vez um coração.
Sofria de hipocondría…
Mas seu maior defeito era a teimosia.
Em seus devaneios lutava contra dragões.
Era quixoteano…
Falava o tempo todo em saudade.
Há quem diga que era meio surdo…
Na verdade se fazia.
Calava quando não devia.
Gritava quando o silêncio pedia.
Mas era sonhador…
Vivia a declamar do amor.
Dizem as más línguas que sofria de amar.
Coisa de quem ama demais.
Na verdade ninguém o sabe.
Era doutor em conciliar
Sabia aconselhar muito bem.
Mas não sabia compartilhar tristezas.
Sofria sozinho.
Era uma vez um coração que era apaixonado.
Foi contador de histórias.
Amou mas não foi amado.
Curou mas não recebeu alento.
Sou tempo…
Mas herdou solidão.

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Aquele livro.


Existe um mundo nas entrelinhas...
Um universo paralelo.
Há uma vida e seu desenrolar.
Um caminho todo para trilhar!

Há um ledo engano, perigoso...
No mundo dentro do espelho.
Há uma réplica daquele moço,
um cópia daquela donzela!

Há um romance sendo escrito...
Uma tragédia shakespeariana.
                                  que jamais será vivida...
Lá...no mundo das ideias.

Dos sonhos que nascem todas as noites...
Há uma história não escrita a risca.
O futuro que nasce morto!
O começo do fim, daquele livro...

Pelo poeta foi reescrito...
Sem maestria e todo torto.
Memórias daquele dia...
Abandonadas por desgosto.