sábado, 12 de abril de 2014
O menino que não tinha feito nada
O menino pediu um abraço.
Na verdade, imaginou o ter feito.
De longe observava tudo.
Sempre pronto, ouvia.
Sempre sorrindo, fazia.
O menino pediu socorro.
Na verdade o pensou ter dito.
Sozinho sofria.
Sozinho sonhava.
Por ela pedia.
O menino estava cansado.
Na verdade, já havia desistido.
Assim com palavras.
Dizia tudo pra ninguém ouvir.
Esperava nada.
Da varanda observava...
Desejava menos ainda.
Apenas chorava.
O menino jogou o rascunho fora.
Deixou pra lá este poema.
Resmungou baixinho em cada verso...
Rasgou o papel e foi embora...
Escreveu no ar, essa velha história.
Não transparência
Barulho...
Ideias...
O papel...
O poema...
Angústia....
De dentro, o silêncio.
Por fora o sorriso.
No fundo, solidão.
Estes lindos haicais, foram produzidos pelos alunos do 7º ano, turma 01 da E.E.B. Maria Rita Flor, na disciplina de português. Parabéns queridos, fiquei muito contente com as produções de vocês!
As Nuvens
Nuvem vem...
Nuvem vai...
Ao vir o vento ela sai.
Autores: Bruno de Andrade, Alexsandro e Nícolas
Ausência
Árvore sem flor...
Um pássaro sem ninho.
Falta de amor.
Autores: Ágatha, Fábio, Lucas e Isabela
A Mentira
Motivo não tem...
De usar a mentira.
Para se dar bem.
Autor: Yan Lucas de Lima
Noroeste
Dilaceramentos...
Pois tem espinhos também...
A rosa-dos-ventos.
Autores: Thallia, Gabrielle e Jennifer Preto.
A Esperança
Esperança dá...
o animo preciso
Para se viver.
Autores: Maysa Soares, Samara da Silva e Nathalia Coutinho.
Sou capaz
Eu sou capaz...
De ganhar mais.
É só querer ir atrás.
Autores: Suelen, Naiuri e Alessandra.
Passa dia, passa noite
Passa noite, passa dia.
Cada tempo que se passa...
Em mim renasce uma alegria.
Autores: Andreza, Manuella e Ana Gabriely
Paz
Estava tudo em paz.
A tempestade veio...
E levou nossa paz.
Autores: Fabrício, Alan e Alessandro
A amizade
A amizade é como uma flor...
Só não murcha.
Porque é feita com amor.
Autores: Jennifer Maiara, Jennifer Ribeiro, Bruna e Katherine.
sábado, 29 de março de 2014
"Poesia sem nome"
A
folha que cai no outono da vida.
Recita
a saudade, por todos jamais esquecida.
A
falta de cor da nova/velha estação...
Desenha
de nós um retrato...
Regado
pela nossa última oração!
Quimeras
perdidas.
Infância
esquecida.
Cantigas
de ninar.
Fogão
de lenha...
...e
um cevado mate para decorar.
Do
outono daquela vida.
Refizeram-se
memórias.
Delas
uma poesia...
Um
verso...
Ou
então, outro contra verso...
Ou
qualquer falta de rima.
Do
outono que chegou por hora...
Refiz
sozinho esta história.
Que
por hora termina...
Assim
mesmo...
Sem
ponto...
Exclamação...
Tão
pouco, interrogação...
E
acaba assim, como outra simples canção.
Da Gaiola que eu fiz
Passarinho
na gaiola também voa...
Descreve
os horizontes de sua pequenina imaginação.
Passarinho
que canta na gaiola, também ama...
Declara
sua poesia a amada...
Por
entre arestas do seu coração.
Do
frio desta prisão...
Da
amarga gaiola/solidão...
Do
infinito dos seus tenros sonhos...
Do
pequeno alcance da sua visão.
Passarinho
que vive solto na gaiola...
Também
voa... Em cada nova troca de estação.
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