terça-feira, 31 de dezembro de 2013
Capitu
Daquele olhar que me consumiu.
Guardei na memória uma imagem.
Um sorriso bobo.
Cheiro que não saiu da pele.
Do olhar misterioso.
Do abraço, e do beijo mordido.
Vou recortar do dia a lembrança.
Vou fazer dele um poema.
Eternizar nesses pequenos versos.
Do olhar de "Capitu", hoje tenho conhecimento.
Aqueles "olhos de ressaca".
Que me consumiram por dentro.
Minhas próprias ilusões
Permaneci calado por dias.
Mudo de pensamentos.
Ausente de sentimentos.
E sem ouvir o som da chuva lá fora...
Adormeci em minhas próprias ilusões.
E na solidão das tardes passageiras...
Fui sumindo aos poucos.
Mundo em preto e branco.
Dor vermelha carmesim.
O cinza do meu quarto.
E o colorido do teu encanto.
Quadros, memórias.
Lá na calçada da rua tem teu nome escrito.
Na memória da minha infância...
Um sentimento por ti, que nunca foi dito.
sábado, 30 de novembro de 2013
Jamás será
Jamás pidas de otra besos ni caricias,
solo mis manos te darán la extraña sensación de saciedad
que buscas en cada vuelo.
Quiero poseer de ti cada centímetro de piel
y dibujar en invisible la intensidad de mis besos.
Dame en tus brazos la bienvenida
y el final de cada día.
Te daré en mis labios el sabor de aquella primavera.
Y seré en ti la gacela que corre con intensidad,
la mariposa que encanta tus ojos
y la flor nocturna que te llena con su aroma.
Tu, el ave que deseo encontrar,
la frescura de alta mar en el mediterráneo.
Jamás busques el amanecer en otra estación
que aun la más oscura noche te llevará a mi brazos.
sexta-feira, 22 de novembro de 2013
Antologia do escuro
Tão logo fechei os olhos.
E do escuro fui refém.
Sozinho e preso com minha consciência.
Calado e confuso, rimei.
Escrevi uma pequena frase.
E outra...
E outra...
Todas sem qualquer sentido.
No final do êxtase desses pequenos rabiscos.
Concluí: "Será apenas mais um poema".
Li, reli... Então apaguei, reescrevi.
E aqui neste escuro tão silencioso.
Uma nova antologia de poemas fiz então.
Algo que talvez não seja lido...
Mais um verso, deste pobre moço.
Passos
Da janela eu vi a chuva.
Na chuva eu roubei alguns versos.
Nos versos eu fiz juras e promessas.
Em cada promessa, desenhei um novo sonho.
Dos sonhos, trilhei novos caminhos.
Em todo caminho, deixei perdidas algumas lembranças.
Das lembranças...Sempre um saudade.
E é quando a saudade vem, que ali da janela...
...Da janela eu vejo a chuva...
Esta que está caindo lá fora.
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